Semana Santa sem povo


No meio de tanto progresso, a cultura moderna foi desafiada pela pandemia do coronavírus. Não há quem não tenha sido atingido de alguma forma pelo medo da morte. O vírus criou uma espécie de pânico na população e forçou uma atitude de proteção por meio do distanciamento, para se evitar qualquer tipo de contaminação. Isso atingiu cada pessoa, mas também a todas as instituições.

Nos momentos difíceis, entra em cena a criatividade das pessoas. A Semana Santa deste ano de 2020 teve que ser diferente. Não tivemos como realizar as grandes celebrações com os templos cheios, como é de costume. Surgiram as redes virtuais levando os eventos para dentro das casas. O povo não veio para os momentos celebrativos, mas puderam acompanhar de dentro de suas casas.

Mesmo sem povo, as paróquias conseguiram cumprir uma programação da semana conforme suas possibilidades. Eu mesmo presidi diversas das cerimônias, na Sé Catedral, com as mesmas motivações de sempre, sabendo que muita gente estaria participando através dos veículos de comunicação. Desta forma, as casas das famílias se transformaram em verdadeiras “igrejas domésticas”.


A pandemia veio para mexer com o mundo e com as pessoas. Agora, são necessárias novas posturas para recomeçar as atividades de forma criativa, na descoberta de diferentes caminhos. Nunca podemos descartar a força da esperança presente na história, uma força divina que proporciona rumos providos de realizações. Tudo de negativo vindo das dificuldades cria também impactos de vida nova.

Já estamos voltando, de forma lenta, com as celebrações presenciais. O número de fieis continua reduzido e muitas pessoas ainda estão com medo da contaminação, mas com o tempo chegamos ao chamado “novo normal”. Certamente não vai ser tão rápido, por isso é necessário que haja muita calma e serenidade. O importante é não perder o rumo e usar os meios exigidos de proteção.

Não só na Semana Santa, mas passamos bom tempo no isolamento social, realizando celebrações sem povo e transmissões pelos canais de comunicação. Lamentamos a perda da vida de muitos irmãos e irmãs, a situação de desorganização de tudo, mas estamos em tempo diferente, para não ser o mesmo de antes da pandemia. Não podemos voltar às mesmas atitudes negativas do passado.

Dom Paulo Mendes Peixoto

Arcebispo de Uberaba

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